Passamos uma parte enorme da vida trabalhando. É natural, então, que o trabalho influencie a forma como dormimos, nos relacionamos e nos sentimos. Quando ele é fonte de sentido e boas relações, ajuda a manter a saúde. Quando vira fonte constante de pressão, pode adoecer.
O que os números mostram
Os dados recentes mostram que o tema deixou de ser secundário:
- Em 2025, o INSS concedeu mais de 546 mil afastamentos por transtornos mentais, o maior número já registrado. Os transtornos mentais foram a segunda maior causa de afastamento no país, atrás apenas das doenças da coluna (Ministério da Previdência Social).
- Em 2024, esses afastamentos já tinham crescido 68% em relação a 2023.
- No mundo, a Organização Mundial da Saúde estima que 12 bilhões de dias de trabalho sejam perdidos por ano por depressão e ansiedade, com custo de cerca de US$ 1 trilhão em produtividade.
Por trás de cada um desses números existe uma pessoa, uma família e uma equipe que sentiu a ausência.
O que a empresa tem a ver com isso
A saúde mental depende de muitos fatores, e boa parte deles está fora do trabalho. Mas a forma como o trabalho é organizado também pesa: excesso de demandas, metas pouco realistas, falta de autonomia, conflitos e lideranças que não escutam aumentam o risco de adoecimento.
Desde 2024, a NR-1 deixa isso claro ao incluir os fatores de risco psicossociais no gerenciamento de riscos da empresa. Cuidar do tema passou a ser também uma obrigação legal.
Por que ações pontuais não bastam
Palestras no Setembro Amarelo, campanhas e programas de apoio são importantes. O limite delas é a continuidade. Uma ação isolada acolhe no momento, mas não mostra se a equipe está melhorando ou piorando ao longo dos meses.
Cuidado contínuo significa, por exemplo:
- Dar às pessoas um espaço simples para perceberem como estão
- Medir os fatores psicossociais com um instrumento reconhecido e repetir a medição
- Olhar os resultados por grupo, sem expor ninguém
- Transformar os achados em ações com responsável e prazo
- Oferecer caminhos claros de apoio quando alguém precisar
Os ganhos aparecem dos dois lados
Para as pessoas, o cuidado contínuo ajuda a dar nome ao que sentem, a reconhecer limites e a pedir ajuda antes de chegar ao esgotamento.
Para a empresa, estudos de mercado indicam retorno. No Reino Unido, a Deloitte estimou em 2024 que cada libra investida no apoio à saúde mental dos funcionários retorna cerca de £ 4,70 em produtividade. O efeito real varia conforme o porte, o setor e a maturidade de cada programa.
Por onde começar
Comece pelo básico: ouça as pessoas, meça com cuidado e aja sobre o que encontrar. A IntensaMente Health foi criada para apoiar exatamente esse caminho, com um espaço de cuidado para cada colaborador e uma visão agregada para quem decide.
Fontes: Ministério da Previdência Social (dados de 2024 e 2025); OMS, fact sheet Mental health at work; Deloitte UK, Mental health and employers (2024).


